VIDA E MORTE
Eu o conheci há uns doze,
treze anos.
(Naquele tempo eu acompanhava meu filho até a escolinha onde ele fazia o pré-primário).
Todas as manhãs eu o via, porque ele morava numa casa bem próxima da tal escola e estava sempre por lá.
Era um jovem bonito, de aparência tão saudável.
Não sei se era solteiro ou já casado naquele tempo.
Só o vi com mulher e filho alguns anos depois.
Nós nos cumprimentávamos porque estávamos habituados a nos vermos com freqüência.
Conhecidos. Era o que éramos.
Depois de um tempo passei a frequentar a igreja próxima de casa e ele também a frequentava.
Ia só. Talvez a mulher se dedicasse ao filho pequeno, ao lar e não lhe sobrasse tempo para acompanhá-lo. Não sei destas coisas e só suponho.
Ele aparentava ser uma pessoa de grande fé e depois de alguns anos se tornou ministro da igreja.
Nunca tivemos um diálogo e se trocamos uma dúzia de palavras neste tempo todo foi muito.
Eu o vi na porta da igreja num domingo e depois de um mês mais ou menos soube de sua morte.
Uma amiga contou-me que ele sentiu umas dores nas costas que se estenderam pelo abdome. Ao fazer os exames foi constatado que existia um tumor maligno no fígado e em poucos dias ele se foi.
Senti um vazio quando soube de sua morte porque a última vez que o vi ele sorria...
Pensei no que é feito de um sorriso que se apaga para sempre.
Para outros recantos ele partiu. Deixou a mulher tão jovem, dois filhos. Vi a neném várias vezes em seu colo. Depois a vi mais crescida. Tão parecida com a mãe!
Que vazio devem estar sentindo em seus corações!
Ele nem fazia parte de minha vida e eu senti.
Senti pela doença ingrata que leva um pai de família tão inesperadamente e deixa viúva e filhos desamparados.
Pensei nos mistérios da vida, da morte.
Pensei que nunca mais ele estará na igreja. Nunca mais irá me acenar com mão quando eu passar por lá.
Já cumpriu seu tempo por aqui e do meu eu não sei. Ninguém sabe. A misericórdia de Deus nos poupa conhecermos de antemão as dores que virão.
Quando eu o via nunca podia imaginar que alguém tão mais jovem do que eu partiria antes de mim.
(Naquele tempo eu acompanhava meu filho até a escolinha onde ele fazia o pré-primário).
Todas as manhãs eu o via, porque ele morava numa casa bem próxima da tal escola e estava sempre por lá.
Era um jovem bonito, de aparência tão saudável.
Não sei se era solteiro ou já casado naquele tempo.
Só o vi com mulher e filho alguns anos depois.
Nós nos cumprimentávamos porque estávamos habituados a nos vermos com freqüência.
Conhecidos. Era o que éramos.
Depois de um tempo passei a frequentar a igreja próxima de casa e ele também a frequentava.
Ia só. Talvez a mulher se dedicasse ao filho pequeno, ao lar e não lhe sobrasse tempo para acompanhá-lo. Não sei destas coisas e só suponho.
Ele aparentava ser uma pessoa de grande fé e depois de alguns anos se tornou ministro da igreja.
Nunca tivemos um diálogo e se trocamos uma dúzia de palavras neste tempo todo foi muito.
Eu o vi na porta da igreja num domingo e depois de um mês mais ou menos soube de sua morte.
Uma amiga contou-me que ele sentiu umas dores nas costas que se estenderam pelo abdome. Ao fazer os exames foi constatado que existia um tumor maligno no fígado e em poucos dias ele se foi.
Senti um vazio quando soube de sua morte porque a última vez que o vi ele sorria...
Pensei no que é feito de um sorriso que se apaga para sempre.
Para outros recantos ele partiu. Deixou a mulher tão jovem, dois filhos. Vi a neném várias vezes em seu colo. Depois a vi mais crescida. Tão parecida com a mãe!
Que vazio devem estar sentindo em seus corações!
Ele nem fazia parte de minha vida e eu senti.
Senti pela doença ingrata que leva um pai de família tão inesperadamente e deixa viúva e filhos desamparados.
Pensei nos mistérios da vida, da morte.
Pensei que nunca mais ele estará na igreja. Nunca mais irá me acenar com mão quando eu passar por lá.
Já cumpriu seu tempo por aqui e do meu eu não sei. Ninguém sabe. A misericórdia de Deus nos poupa conhecermos de antemão as dores que virão.
Quando eu o via nunca podia imaginar que alguém tão mais jovem do que eu partiria antes de mim.
sonia delsin

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