UM ESTRANHO SONHO
Esta noite eu tive um sonho
estranho e ele não me sai da cabeça.
Uma criança que poderia ter sido eu estava presa dentro de um espelho.
Ela corria de um lado para o outro como um animal enjaulado.
Nos seus olhos eu via aflição e beleza.
Era uns olhos cheios de luzes e pedidos.
No sonho eu desejava acariciar sua cabeça, mas minhas mãos não a alcançavam.
Acredito que a menina era a criança que fui aos três ou quatro anos de idade, porque ela era exatamente como a descreveram para mim.
Cabelos longos, castanhos dourados. Olhos interrogadores e intensamente vivos. Corpo frágil e inquieto.
Ela corria de um lado para o outro e eu a fitava.
Queria acarinhá-la, libertá-la daquela prisão e nada conseguia.
Impotente sofria observando-a. Ela se desesperava e eu assistia; até que surgiu em meu sonho uma terceira pessoa.
Era uma velha (talvez a mulher que eu vá me transformar no futuro).
Uns olhos iguais aos que vejo no espelho todo dia.
A menina agarrou-se à velha, fundiram-se num abraço e eu as vi desaparecerem diante de meus olhos.
No espelho vi então a mim mesma na idade atual. Nos olhos... as luzes de sempre... coração tranqüilo. Mãos cruzadas sobre o peito. A sombra de um sorriso brincando em meus lábios. Serenamente me afastei.
Uma criança que poderia ter sido eu estava presa dentro de um espelho.
Ela corria de um lado para o outro como um animal enjaulado.
Nos seus olhos eu via aflição e beleza.
Era uns olhos cheios de luzes e pedidos.
No sonho eu desejava acariciar sua cabeça, mas minhas mãos não a alcançavam.
Acredito que a menina era a criança que fui aos três ou quatro anos de idade, porque ela era exatamente como a descreveram para mim.
Cabelos longos, castanhos dourados. Olhos interrogadores e intensamente vivos. Corpo frágil e inquieto.
Ela corria de um lado para o outro e eu a fitava.
Queria acarinhá-la, libertá-la daquela prisão e nada conseguia.
Impotente sofria observando-a. Ela se desesperava e eu assistia; até que surgiu em meu sonho uma terceira pessoa.
Era uma velha (talvez a mulher que eu vá me transformar no futuro).
Uns olhos iguais aos que vejo no espelho todo dia.
A menina agarrou-se à velha, fundiram-se num abraço e eu as vi desaparecerem diante de meus olhos.
No espelho vi então a mim mesma na idade atual. Nos olhos... as luzes de sempre... coração tranqüilo. Mãos cruzadas sobre o peito. A sombra de um sorriso brincando em meus lábios. Serenamente me afastei.
sonia delsin

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