quarta-feira, 28 de maio de 2014



IMAGINAÇÃO


Tudo podemos quando imaginamos.
Podemos voar até a estrela mais longínqua.
Aquela que ainda não nasceu e aquela que já morreu há milhares de anos.
Podemos voar sobre as cidades, os estados, países.
Podemos ultrapassar a barreira do som.
Podemos sair de nós e com nosso corpo etéreo estar num outro ponto do planeta ou fora dele.
Tudo podemos se acreditarmos.
Eu posso sair de mim e colocar um outro eu que vive em mim em qualquer lugar que deseje estar.
Eu gosto de estar num lugar só meu. Um lugar que só existe para mim. Um lugar que é meu refúgio, meu santuário. Um lugar onde eu posso ser eu. Totalmente eu.
Neste lugar eu vou quando quero. Quando preciso de solidão, silêncio, paz.
E descobri que vou a quantos lugares deseje em fração de segundos.
Dizem que é só na imaginação. Mas tudo que existe no plano mental existe no mundo físico, porque as dimensões se unem, se irmanam.
Somos seres alados e vivemos nos lamentando porque não podemos voar.
Se nosso pensamento voa, então voamos também!
Voamos mais que os pássaros, porque só o que fica assentado sobre a terra é o nosso corpo físico.
Se desejarmos estaremos sempre voando com nossos pensamentos.
Eu não admito que sou só esse ser feito de matéria preso à força gravitacional. Limitado pelos limites da luz, do som. De coisas físicas e metafísicas.
Eu sou muito maior, trago Deus dentro de mim e vibro com meus corpos invisíveis e voláteis.
É assim que gosto de imaginar-me. Um ser tridimensional que alcança as estrelas em segundos e que aqui conta um tempo que não existe na verdade, na essência de um porquê.
Cumpro meu papel de ser humano, às vezes nem tão humano no sentido exato da palavra.
Porque acho que a humanidade é uma coisa só e cada um de nós é um fragmentozinho dela. E na verdade nos damos um valor superior e queremos nos isolar como se não pertencêssemos ao mesmo todo. Somos sim, seres egocêntricos e dificilmente encontramos motivos para querer ser uma peça do Universo. Não compreendemos que fora da engrenagem somos nada.


sonia delsin 

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