quarta-feira, 28 de maio de 2014



A MULHER MODERNA

A mulher toma novas posições neste mundo moderno. Ela deixa o lar, os filhos, para ir à luta, para viver seus sonhos, para ajudar no orçamento doméstico, para sobreviver, para viver enfim...
Tantas vezes dividi-se nas tarefas do lar e fora dele. No trabalho consegue firmar-se cada vez mais e conquista cada vez mais seu espaço no mercado de trabalho.
Grandes executivas discutem negócios com tanta naturalidade como se estivessem tratando de coisas corriqueiras.
As mulheres exercem profissões mais variadas, desde trabalhos braçais até altíssimos cargos.
Na política elas já se destacam, governam estados e até mesmo para a presidência já são cogitadas. Não é por pertencer ao grupo a que me refiro, mas acredito que a mulher tem capacidade para assumir grandes posições sim e pode perfeitamente dar conta do recado.
Houve um tempo em que a mulher foi muito discriminada. Uma médica nem conseguia clientela porque não acreditavam em sua capacidade. Negócios, não era coisa para mulher. Mulher na literatura, imagine!
Ao criar esta crônica lembrei-me de minhas avós que morreram analfabetas. Mulheres fabulosas que se dedicaram ao lar e a criar um número enorme de filhos. Quando menina eu via minha avozinha colocando o polegar na tinta para passar a impressão digital como assinatura nos documentos e aquilo me intrigava. Imagino-as agora diante de mim assombradas com esta máquina espetacular que consegue em minutos colocar no papel todos os meus pensamentos, minhas idéias. Elas por certo se espantariam de ver a neta passar horas diante de um computador para usar a forma de expressão que mais conhece, que é escrever.
Não me desviando do assunto principal que me levou a escrever sobre a mulher atual lembro-me que às mulheres cabiam os cargos mais subalternos. Elas não mereciam e nem precisavam ganhar muito bem. Aos homens sim cabia a missão de ganhar bem, de sustentar a família e de criar um patrimônio para sua descendência.
Lentamente as mulheres foram conquistando seus espaços em todos os campos e os homens foram vendo que elas não são frágeis como aparentam ser. São grandes batalhadoras, na maior parte das vezes.
Eu particularmente conheço intimamente uma verdadeira guerreira que tem sido o esteio da família, que começou lá de baixo mesmo; que com muito sacrifício conseguiu fazer uma faculdade de Ciências Contábeis e batalhando na mesma indústria por mais de vinte cinco anos conseguiu se impor e conquistar um elevado cargo. Grande tenacidade fez de uma simples garotinha do interior uma grande executiva.
Se por um lado houve muito sucesso, grandes conquistas, por outro houve algumas perdas. Tantas vezes ela desejou estar ao lado do único filho, acompanhando seu desenvolvimento e o trabalho lhe roubava esse tempo ao lado dele. Quantos dias ela esteve presa por doze, quinze horas num escritório de trabalho. A quantas férias ela renunciou por estar com a agenda sobrecarregada.
Eu acompanhei toda sua escalada e sei que ela brilha no topo de uma escada galgada a sangue, suor e lágrimas. Sei o quanto ela se orgulha de ocupar o cargo que ocupa e sei também que faria tudo de novo, se fosse preciso.
O stress a ameaça, porque a mulher moderna conhece agora o que é estar estafada, a aposentadoria parece custar tanto a chegar, e ela é a recompensa de anos de dedicação.
Para ela nem tudo saiu como imaginava porque alguns pontos conflitantes a perturbam e inquietam neste seu final de carreira, mas reavaliando todos os prós e contras ela admite afinal que tudo valeu a pena, todos os esforços, toda luta. Ela admite que abraçou uma grande causa e quando se abraça uma grande causa devemos empreender todas as nossas forças e investir todo nosso potencial.
Acredito que mulheres bem sucedidas continuam sendo mulheres, com seus sentimentos, com a afetividade que faz parte do sexo e não é por estar abraçando uma carreira que se descuidam do lar, dos filhos... tudo pode ser conciliável, desde que ambas as partes estejam de acordo e se proponham a darem o melhor de si.

sonia delsin

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