O PALHAÇO
Uma de minhas paixões na
meninice era o palhaço.
Esse ser irreverente mexia ainda mais com minha sensibilidade; com minhas fantasias.
Sonhava em ter um só para mim.
Queria que fossem transformados em risos todos os meus choros.
Se eu tivesse um só meu, ele me tiraria o sofrer num estalar de dedos!
Seu colorido, seu nariz vermelho, o sapato... Ah! O sapato do palhaço me deliciava! Ainda mais com os pés trocados...
Quando o circo chegava meu pai me levava.
De mãos dadas subíamos na arquibancada e eu encantada com o palhaço, o olhava vez ou outra, para ver se ele também sorria.
Ele ria seu tímido riso e eu me esborrachava de tanto rir.
Nem me importava se a lona do circo estava rasgada em vários pontos.
Se o palhaço fazia palhaçadas repetitivas.
Que nada! O circo era um reino encantado. Eu a rainha, e o bobo da corte me levava aos píncaros do riso.
Só isso importava: a alegria do palhaço. Aquelas horas de gozo ali.
Para mim o palhaço nunca tirava a maquiagem e para mim ele não representava um papel. Não era personagem. Era a própria alegria incorporada num ser humano.
Cada vez que vejo um circo armado lembro-me daqueles tempos e do quanto os palhaços me fizeram rir. Confesso que até hoje ainda me encantam.
Esse ser irreverente mexia ainda mais com minha sensibilidade; com minhas fantasias.
Sonhava em ter um só para mim.
Queria que fossem transformados em risos todos os meus choros.
Se eu tivesse um só meu, ele me tiraria o sofrer num estalar de dedos!
Seu colorido, seu nariz vermelho, o sapato... Ah! O sapato do palhaço me deliciava! Ainda mais com os pés trocados...
Quando o circo chegava meu pai me levava.
De mãos dadas subíamos na arquibancada e eu encantada com o palhaço, o olhava vez ou outra, para ver se ele também sorria.
Ele ria seu tímido riso e eu me esborrachava de tanto rir.
Nem me importava se a lona do circo estava rasgada em vários pontos.
Se o palhaço fazia palhaçadas repetitivas.
Que nada! O circo era um reino encantado. Eu a rainha, e o bobo da corte me levava aos píncaros do riso.
Só isso importava: a alegria do palhaço. Aquelas horas de gozo ali.
Para mim o palhaço nunca tirava a maquiagem e para mim ele não representava um papel. Não era personagem. Era a própria alegria incorporada num ser humano.
Cada vez que vejo um circo armado lembro-me daqueles tempos e do quanto os palhaços me fizeram rir. Confesso que até hoje ainda me encantam.
sonia delsin

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