OS GRANDES MAMÕES
VERDES...
Espiava o tamanho dos frutos e dizia à minha mãe que estava com vontade de comer doce de mamão.
Ela sorria e me dizia que nos próximos dias haveria doces.
Era dito e feito. No dia seguinte eu nem bem colocava os pés porteira adentro e já sentia aquele cheiro característico do doce.
Era a minha paixão nos meus tempos de criança e nenhum me agradava mais que aquele que minha mãe preparava.
Os cubinhos ficavam tão bem definidos, eram durinhos por fora e por dentro tão macios!
O cheiro era uma coisa de louco!
Para mim nada no mundo se comparava àquela iguaria.
Depois de adulta provei do doce preparado por outras pessoas e não me agradou tanto.
Confesso que nem mesmo os que minha mãe prepara hoje em dia tem sabor igual.
Até me pergunto a razão disso e não encontro. Eu mudei? Os doces mudaram?
Será que as coisas na infância são mais especiais?
Escrevendo esta crônica me lembrei que não era só o doce que me encantava, mas também as caveiras que mamãe fazia com alguns dos mamões.
Com uma faquinha ela caprichava tanto ao fazer os buracos dos olhos, do nariz, a boca rasgada.
À noite colocávamos uma vela acesa dentro da carranca e brincávamos de assombrar.
Tempos bons aqueles e como é gostoso recordar!
sonia delsin

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