FLORES VIRTUAIS
Flores virtuais.
Elas não têm perfume.
Não são suaves ao toque.
Mas encantam tanto quanto nos encantam as naturais.
Desde a mais tenra idade sempre adorei receber flores.
Quando muito pequena acompanhava algumas vezes meu pai ao sítio que tínhamos. Íamos de carroça por umas estradas de terra tão lindas e arborizadas que me toca o coração recordá-las.
Na volta para casa ele parava a carrocinha e apanhava buquês de uma árvore que chamávamos “Santa Bárbara” (não sei se é este mesmo o nome dela) e as entregava para mim.
Eram umas florinhas delicadas; lilases e brancas.
Eu as adorava, e elas murchavam rapidamente.
Não me importava com isso. Era o gesto de carinho que me emocionava.
Algumas vezes eram flores do campo que ele apanhava e eu corria a procurar um vaso quando em casa chegava.
Mesmo murchas eu as achava tão lindas.
Anos mais tarde meu namorado descobriu que eu adorava receber flores e ele vivia me ofertando rosas.
No dia que recebi a primeira flor virtual descobri que ela me emocionou tanto como se fosse uma natural.
O que amo é o gesto de quem oferece.
Adoro o carinho que chega com ela. A lembrança.
O perfume fica por conta da imaginação.
Se a guardo na minha caixa de mensagens é só clicar para vê-la de novo.
Algumas se transformam de botão em flor lentamente e enquanto assisto a transformação penso no milagre da informação.
Elas não têm perfume.
Não são suaves ao toque.
Mas encantam tanto quanto nos encantam as naturais.
Desde a mais tenra idade sempre adorei receber flores.
Quando muito pequena acompanhava algumas vezes meu pai ao sítio que tínhamos. Íamos de carroça por umas estradas de terra tão lindas e arborizadas que me toca o coração recordá-las.
Na volta para casa ele parava a carrocinha e apanhava buquês de uma árvore que chamávamos “Santa Bárbara” (não sei se é este mesmo o nome dela) e as entregava para mim.
Eram umas florinhas delicadas; lilases e brancas.
Eu as adorava, e elas murchavam rapidamente.
Não me importava com isso. Era o gesto de carinho que me emocionava.
Algumas vezes eram flores do campo que ele apanhava e eu corria a procurar um vaso quando em casa chegava.
Mesmo murchas eu as achava tão lindas.
Anos mais tarde meu namorado descobriu que eu adorava receber flores e ele vivia me ofertando rosas.
No dia que recebi a primeira flor virtual descobri que ela me emocionou tanto como se fosse uma natural.
O que amo é o gesto de quem oferece.
Adoro o carinho que chega com ela. A lembrança.
O perfume fica por conta da imaginação.
Se a guardo na minha caixa de mensagens é só clicar para vê-la de novo.
Algumas se transformam de botão em flor lentamente e enquanto assisto a transformação penso no milagre da informação.
sonia delsin

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