O PRIMEIRO CONTATO
COM A MORTE
Eu não entendia ainda o que
era a morte. Nunca antes havia visto um morto e não falávamos sobre este
assunto em casa.
Eu mal acabara de completar seis anos e faleceu um grande amigo de papai. Era um homenzarrão de uns dois metros de altura, um alemão.
Nunca acompanhava meu pai em suas saídas e não sei porque naquele dia o acompanhei à casa do amigo falecido.
Saberia descrever com detalhes a sala onde ele foi velado; as pessoas, o caixão, as flores. O homem extremamente pálido dentro daquele caixão.
Logo que entramos na sala observei tudo que me rodeava e por último o defunto, porque estava muito assustada, e, queria ver tudo menos “ele”.
Quando meus olhos pararam sobre aquele rosto agarrei-me com tal força a meu pai e comecei a tremer tanto que ele precisou levar-me urgentemente dali.
Eu me recordo bem que meu pai carregou-me no colo até em casa e colocando-me nos braços de minha mãe lhe falou: cuide dessa menina, que ela está tremendo como uma vara verde.
Eu tremia mesmo incontrolavelmente e dentro de minha cabecinha pensava que a morte era mesmo uma coisa muito estranha.
Dias antes vira aquele gigantesco alemão caminhando com suas enormes pernas. Ele tocara em meu rosto levemente com aquelas mesmas mãos que pouco antes eu vira cruzadas sobre o peito.
A morte me chocara tremendamente e por muitos anos eu iria temê-la.
Acho que aos seis anos ainda não estava preparada para presenciar o choro das pessoas e toda aquela cena do velório.
Não estava nem um pouco preparada para entender a morte e meu pai inocentemente me levou até lá. Não o culpo, em absoluto, porque ele achou que eu já estava madura, ou que nem ligaria talvez. Na verdade não havia passado ainda por uma situação daquelas. Eu era uma criança mais sensível que as outras, ou mais medrosa. Não sei bem...
Não me recordo de tantos falecidos que vi serem velados em toda minha vida, mas aquele me marcou tanto que pareço ainda vê-lo.
Este foi o primeiro contato que tive com a morte e foi tão traumatizante que dele nunca me esqueci.
Eu mal acabara de completar seis anos e faleceu um grande amigo de papai. Era um homenzarrão de uns dois metros de altura, um alemão.
Nunca acompanhava meu pai em suas saídas e não sei porque naquele dia o acompanhei à casa do amigo falecido.
Saberia descrever com detalhes a sala onde ele foi velado; as pessoas, o caixão, as flores. O homem extremamente pálido dentro daquele caixão.
Logo que entramos na sala observei tudo que me rodeava e por último o defunto, porque estava muito assustada, e, queria ver tudo menos “ele”.
Quando meus olhos pararam sobre aquele rosto agarrei-me com tal força a meu pai e comecei a tremer tanto que ele precisou levar-me urgentemente dali.
Eu me recordo bem que meu pai carregou-me no colo até em casa e colocando-me nos braços de minha mãe lhe falou: cuide dessa menina, que ela está tremendo como uma vara verde.
Eu tremia mesmo incontrolavelmente e dentro de minha cabecinha pensava que a morte era mesmo uma coisa muito estranha.
Dias antes vira aquele gigantesco alemão caminhando com suas enormes pernas. Ele tocara em meu rosto levemente com aquelas mesmas mãos que pouco antes eu vira cruzadas sobre o peito.
A morte me chocara tremendamente e por muitos anos eu iria temê-la.
Acho que aos seis anos ainda não estava preparada para presenciar o choro das pessoas e toda aquela cena do velório.
Não estava nem um pouco preparada para entender a morte e meu pai inocentemente me levou até lá. Não o culpo, em absoluto, porque ele achou que eu já estava madura, ou que nem ligaria talvez. Na verdade não havia passado ainda por uma situação daquelas. Eu era uma criança mais sensível que as outras, ou mais medrosa. Não sei bem...
Não me recordo de tantos falecidos que vi serem velados em toda minha vida, mas aquele me marcou tanto que pareço ainda vê-lo.
Este foi o primeiro contato que tive com a morte e foi tão traumatizante que dele nunca me esqueci.
sonia delsin

Nenhum comentário:
Postar um comentário